Segundo Seminário Académico “Corte/Mutilação Genital Feminina na interseção da pesquisa com métodos qualitativos, quantitativos e mistos – Experiências de África e da Europa”

Vídeos: Painéis do I Seminário Internacional MAP-FGM sobre ‘Aspetos socioculturais e legais do Corte/Mutilação Genital Feminina: Experiências Transnacionais de Prevenção e Proteção’
2017-04-03
Na Universidade – o trabalho continua
2017-07-21

O 2º Seminário Académico “Corte/Mutilação Genital Feminina na interseção da pesquisa com métodos qualitativos, quantitativos e mistos – Experiências de África e da Europa” teve lugar em Bruxelas no Hotel Bloom nos dias 8 e 9 de Junho (quinta e sexta-feira) de 2017.

O Seminário procurou trazer à discussão qual o valor acrescentado da investigação para o abandono da MGF, o que se deve fazer e o que não se deve fazer nesse âmbito, e propor recomendações para pesquisar o C/MGF. A inauguração da Conferência ficou a cargo da vice-reitora para a investigação da Vrije Universiteit Brussels, Profª Karin Vanderkerken, da diretora do RHEA (Centro de Expertise sobre Género, Diversidade e Interseccionalidade) e por An Van Nistelrooij, responsável política da Unidade de Igualdade de Género da Direção Geral de Justiça da Comissão Europeia.

As sessões seguintes focaram-se no papel crucial da investigação para o abandono da mutilação genital feminina e identificaram-se as suas lacunas, a necessidade de integrar uma perspetiva interseccional na investigação e as avaliações das atuais estratégias para o C/MGF. Os oradores de países africanos e europeus partilharam exemplos da sua pesquisa qualitativa, quantitativa e mista sobre o C/MGF e no final de cada sessão seguiu-se um debate. Apresentaram-se pesquisas de uma grande variedade de países, incluindo Bélgica, Egito, Etiópia, Gâmbia, Irlanda, Mali, Nigéria, Noruega, Portugal, Senegal, Suécia, Holanda e Reino Unido.

Os tópicos incluíram a medicalização do C/MGF, as ligações entre C/MGF e o casamento infantil, as estimativas de prevalência, questionários sobre o conhecimento deste tema e respetivas atitudes e práticas, a utilização e interpretação de dados, organização de discussões em grupos focais sobre C/MGF, a avaliação do C/MGF em populações refugiadas, a avaliação das mudanças de atitude entre diferentes gerações, a investigação sobre mudança de comportamento acerca do C/MGF, a investigação sobre o envolvimento masculino, a pesquisa sobre a transposição do enquadramento dos direitos humanos face ao C/MGF e a pesquisa sobre a influência da migração na alteração das normas sociais.

Um livro sobre o seminário, contendo as contribuições dos oradores, será publicado no outono de 2017. Para mais informações: els.leye@vub.ac.be